Cotidiano de Gramado de todos os tempos Filosofia, Causos & Pitacos sobre o Mundo
AD SENSE
sexta-feira, 1 de janeiro de 2021
quinta-feira, 31 de dezembro de 2020
sábado, 12 de dezembro de 2020
Jardim da Esperança - Ode à Gramado
Este poema foi desenhado, por amável convite, feito pelos diletos colegas, escritores e poetas, membros da AGLA - Academia Gramadense de Letras e Artes.
Para abraçar as lembranças
Que meu tempo carregou.
Relatos de outros tempos
Cujas vozes já vazias
minha memória apagou.
Veio à mim, uma criança,
vestida, tão de esperança,
que a recebi com abraços,
tornou-se meu corpo, em braços
trajados de coração.
Pediu-me, histórias,
que as contasse.
Retratasse minha vida,
que falasse das feridas,
das flores e mananciais
mostradas pelas lembranças
do tempo de meu sonhar,
daquelas tardes airosas,
das invernias manhosas
que tempos não trazem mais.
Sou menino desta terra
que entre as serras se aninha
como faz um passarinho,
cuja mãe constrói seu ninho
no galho em que confiou.
O meu ninho, fez minha mãe
e o dela, os meus avós
cada folha desta árvore
abrigou a todos nós.
Abrigamos os nossos filhos
nos abrigam nossos pais
entre os ramos mais frondosos
dois ou dez, nunca é demais.
Uma terra é um regaço
onde jorram mananciais
onde nos plantam com sonhos
e colhemos sempre mais.
Mais que sempre, nunca é nada
o afeto que nos abraça
onde todos são pessoas
onde não se vê a raça
onde pernas são esteios
mãos e braços, ruas, praças
onde flores, mais que luzes
iluminam, fazem graça.
Passarinho, esse sou eu
neste chão que é sempre meu
embora terras, não tenha
minha herança é uma fonte
onde a fortuna jorra
da vertente sobre a mina
desta água cristalina
do chão que me recebe
e mata a sede que ainda tenha
quando minha vida termina .
A vida que um dia, encerra
carrega o cheiro da terra
o frescor do ribeirinho,
esparge doces, perfumes
dela sentirei ciúmes
se a um outro se entregar.
Mas restam outras delícias
no manancial das carícias
de um coração que ainda bate
com o doce do chocolate,
com os coloniais cafés,
com as Hortênsias e rosas,
com a devoção e a fé,
é Gramado, do meu agrado,
são as ruas, testemunhas
de todo meu caminhar,
são as gentes que ficaram,
mães das gentes que virão,
a terra do mate amargo,
de um horizonte tão largo
onde a esperança ainda grita
quando meu peito se agita
na saudade deste chão.
Embora a beleza peça,
não carrego vaidade,
só levo junto a vontade
de contar à toda gente,
que é o meu peito que sente
na compleição da verdade,
colher as mais belas flores
no meu jardim da saudade!
Que bate meu coração
como coração de criança
que possa voltar um dia,
ao meu Jardim da esperança.
12/11/2010
segunda-feira, 23 de novembro de 2020
Gramado de roupa (quase) nova - Os desafios de Nestor Tissot
O caminho natural deste espaço, seria uma leitura sobre a campanha, motivos, causas e consequências da vitória de um, e derrota de outro, candidatos. Porém, não creio que isso vá acrescentar algo dentro da minha linha de raciocínio e construção dos caminhos que Gramado, dentro do campo político.
A verdade é que foi uma enorme surpresa, para todos os envolvidos, a dimensão da vitória de Nestor sobre Evandro, e eu mesmo me posicionei a favor de Evandro (e não contra Nestor ou Beto Tomasini), porque entendo, ainda, que é necessário fôlego jovem para arejar a política Gramadense.
Continuo achando isso, e fui levado a crer que essa mudança aconteceu ainda durante a campanha, quando houve uma repentina troca de pessoas, e pensamento, no final, quando um grupo de jovens, liderado pelo Arquiteto, e ex-secretário Márcio Coracini, redimensionou, e modificou a linha de ação da forma de manifestação dos candidatos, trocando, inclusive as cores das bandeiras, e dizendo, que este seria o caminho para a vitória. E foi.
O resultado é incontestável, e colocou o MDB na mesma posição que foi colocado, o PP, a redesenhar seu destino, ajustar os erros estratégicos, e preparar-se para a revanche na próxima campanha. Até lá, Nestor retoma de onde largou, porém, não encontrará o que deixou, pois, mesmo que tivesse sido uma gestão louvável, o que não foi, segundo os críticos do prefeito que sai, em razão da pandemia do Corona Virus, e pelo quadro triste e desolador das vidas ceifadas, e outras tantas em processo de recuperação e convalescença, Nestor encontrará em seu caminho a marca do "novo Normal" do mundo em pandarecos.
Como só uma andorinha não faz, verão, levar uma grande Gramado daqui para a prosperidade administrativa, Nestor precisa redesenhar também sua nova equipe, que não será inteiramente a mesma que deixou em 2016.
Novos nomes se posicionaram no novo quadro político, e aqui, faço destaque ao vereador eleito, com a expressiva quarta votação e única renovação da Câmara, Ike Koetz, que, embora aconselhado a permanecer na Câmara, tem recebido forte apelo a que empreste seus talentos para acelerar a retomada do projeto político da UPG, talvez em uma secretaria expressiva (e sim, há secretarias mais expressivas e que oferecem destaques a uma gestão pública), onde tem muito a descobrir e redimensionar dentro da equipe.
Um dos ambientes bastante turbulentos em seus governos anteriores, foi a Cultura, onde em seu governo, ganhou o status de secretaria, mas rodopiou nos titulares e estrutura incipiente, e que mesmo depois de alguns ajustes técnicos no governo de Fedoca, ainda está muito longe de receber a atenção que necessita (e merece), considerando que a Cultura é o que vai mostrar Gramado no próximo século, é assim que funcionam as coisas, uma visão de longo prazo, mas nem por isso silenciosa.
A saúde é a delicada flor e o sensível véu da administração, porque tem um hospital indefinido, e que depende da vara disciplinar do poder público, de tempos em tempos. O que existe é uma pincelada de afago temporário, que depende da boa vontade dos gestores públicos, para que funcione a toque de caixa, mas que necessita ter identidade própria o quanto antes, para que Gramado prossiga nas outras áreas. Nestor, prometeu comprar o hospital. É uma solução.
Outro gargalo que fez eco à sua vitória, foi a economia, e o histórico de Nestor é de arrecadador de fundos em Brasília, no que preciso fazer justiça, por já tê-lo encontrado nessa função na capital do Brasil. O empresariado, e o eleitor, de modo geral, estão em estado de terror, diante da gritante possibilidade de ruir a economia, e Gramado é um grande aglomerado de pessoas, que gritaram da base econômica, e a partir dela, construíram seu patrimônio, e projetaram seu legado. É classe média que "paleteou" tábuas e carregou baldes, para conquistar seu pequeno lugar ao mundo. É um eleitor que provou a dureza da vida, mas também sorveu a recompensa pelo trabalho, e o marketing do MDB não soube mostrar que seu cliente seria capaz de promover essa virada, com o mesmo impacto que propôs Nestor.
Eu mesmo, achei piegas o slogan da campanha da UPG: "Chama o Nestor!". Talvez eu estivesse certo, no conceito do paternalismo caudilhista, mas o eleitor entendeu que sim, ele, Nestor, seria a resposta ao som de suas caixas registradoras, a tilintarem novamente, com a retomada do crescimento e da economia de Gramado.
Nestor tem um desafio difícil de dimensionar em seu retorno, e será necessário mais que motivação, para promover a reconstrução do ânimo do cidadão, que paga contas, e depende do turismo fluindo pelas veias do município.
E seu primeiro desafio agora, é montar sua equipe. Claro que haverão berros contra salários dos CCs, tamanho da máquina, volume de investimentos, mas uma coisa é certa: A gestão de uma empresa de 40 mil pessoas, não é tarefa pra empregado barato, e competência tem um valor. Incompetência tem um custo. Vale pesar um e outro e decantar o resultado. Nisso, a conta é do Nestor, que atendeu o chamado.
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