sexta-feira, 30 de abril de 2021

O Leite em Gramado nos anos 60 e 70



Imagens ilustrativas


O leite era vendido de porta em porta, entregue todas as manhãs, para a freguesia certa, pelo Seu Otó (Otto Hencke), um Veterinário Prático, que dividia suas funções entre vacinar animar, e prestar serviços de veterinário prático, e fornecer leite, de suas ordenhas.
O leite era envasado em garrafas de vidro, reutilizadas , cerveja, ou cachaça, e tampados com uma bucha de palha de milho. Eram acomodados em bolsas, parecidas com cartucheiras de revólver, onde colocavam algumas dúzias de garrafas, e no lombo do cavalo, eram levadas, de casa em casa, ora pelo próprio Otó, ou por seus filhos, Arnildo (Arnildão), Eugênio, e Lorena.

Era leite cru, que necessitava ser coado e fervido, pois como saía do tarro, na estrebaria, era envasado. Ferver o leite era quase uma arte, pois, traiçoeiro, ao menor descuido, subia, na fervura, e derramava pelo fogão com chapa de ferro.

Era leite integral, portanto, rico em gordura, e na fervura, ficava uma rapa no fundo, que era disputada pelas crianças, que se acomodavam num cantinho, com uma colher à mão, raspando o fundo da panela, para saborear o salgadinho do leito fervido.
Este leite, deixava no café uma espessa camada de nata, que também era recolhida com uma colher e jogada fora, pois não era apreciada pelas crianças, e também por muitos adultos.

Haviam outros vendedores de leite, mas eu não lembro quem eram, pois havia um zoneamento e minha vila era atendida pelos Hencke, nas minhas memórias.

Outro modo de atendimento e distribuição do leite, era beneficiado pelos moradores da parte central da cidade, onde havia o DEAL - Departamento Estadual de Abastecimento de Leite, uma estatal, que chegou a ser presidida pelo Gramadense Walter Bertolucci.
O DEAL, ficava no Planalto, local onde hoje está a Brigada Militar (ao lado), e a distribuição local era feita pelo Dorvalino Ferreira, um parente nosso, que tinha uma caminhonete equipada por uma pipa de aço, que mantinha o leite pasteurizado, em baixa temperatura. Ele visitava as casas, e buzinava na chegada. As pessoas já o aguardavam, com uma leiteira na mão, que equivalia à medida de um ou dos litros de leite, a serem adquiridos. Era uma delícia, tomar aquele leite geladinho, no caminho entre o caminhão e a casa. Um ritual, enfiar goela abaixo alguns goles da iguaria dos ricos.
O leite que coalhava, era jogado fora, e muitas vezes minha avó buscava dois galões de coalhada, para comermos com cuscuz.

Nos anos 70, apareceram umas garrafas, de bico largo, e tampa de alumínio moldável. Não vigorou por muito tempo. Então, chegaram os sacos de leite, que vieram pra ficar, e resistem até hoje, para o leite tipo C. O leite tipo A, e B, chegaram com as caixas Tetrapak. E também, houve um tempo, entre 1968 e 1974, que o governo norte-americano enviou ao Brasil, na década de 1960, que fazia parte do pacote leite em pó, ruim, que só, mas leite é leite, e os pobres tinham seu sustento garantido.

Mas nenhum leite batia o leite geladinho vendido pelo Dorvalino, especialmente acompanhado pelo pão d'água produzido pelo cunhado dele, o Joãozinho de Morais. Aí, era sentar na soleira da porta, atarracado num pão, com uma caneca de leite, e deixar o mundo acontecer. Tempo bom, bom mesmo!



quinta-feira, 29 de abril de 2021

Colo, coleira & civilização

Gosto de fazer piada de quase tudo, até mesmo de coisas tristes, que digam respeito, única e exclusivamente à mim próprio. Não tenho o hábito de troçar o infortúnio alheio, posto que minha ética me puxa pelas orelhas, se um dia fizer isso. Às vezes, porém, faço alguma ironia, e sim, aí o assunto é serio, creiam em mim. No entanto, há coisas que exigem um tempinho a mais do que fazer piada, e esse me parece ser o caso.

Nas três imagens, devidamente protegidas em suas privacidades, embora recolhidas de espaços públicos de internet, há retratos distintos do cenário da sociedade líquida, à qual fazia referência Sigmund Bauman: “Tudo é mais fácil na vida virtual, mas perdemos a arte das relações sociais e da amizade”. (Bauman em entrevista ao El País)" 

 Na primeira imagem, uma cena bastante comum: adultos de classe média, passeando com seu cãozinho (gato não é muito afeito a essas liberdades, prefere se lamber e analisar o mundo, do parapeito da janela), e do outro, uma criancinha, em idade de colo, atada a uma pulseira presa a uma guia, cuja extremidade está atrelada ao forte e seguro pulso de um adulto. Já na foto à direita, um casal, divide o prazer de motivar um pequenino ao passeio, que cada passo torna-se uma aventura memorável.

Passear com uma criança ativa em um shopping, cujos parapeitos e acessos ao penhasco arquitetônico, são pífios, e nem vou gastar letras em descrever quantas desgraças já aconteceram nestes locais, com crianças irrequietas e saltitantes, o que justifica cuidado multiplicado na observação em tempo real, e mais que isso, na segurança que só uma mão firme, porém delicada, pode assegurar aos promissores acrobatas da vida.
Estou falando de segurança, claro, mas não é sobre segurança que quero falar, e sim sobre inversões, sobre valores dedicados a um e outro, animais, e crianças, seja qual for o grau de parentesco que tiverem.

Pai de três filhos, e avô de cinco netos (embora um eu ainda não tive a alegria de carregar o numero cinco, no ombro, que lhe pertence por direito, por conta de circunstâncias que só um mundo mau pode definir), e orgulhoso proprietário de uma hérnia de lombar, uns desvios na coluna, e joelhos tremelicantes, pelos anos em que levei no colo estes adoráveis depósitos de fofura, ao que chamamos de bebês, nenês, pimpolhos, e amiguinhos. Muitos e muitos passeios, idas aos parques, caminhadas por trilhas, visitas aos parentes, sempre, sempre com um ou dois, em simultâneo, pendurados no pescoço e nas costas.
Claro, tem ainda o perigo de andar com eles pelas multidões, praia, shoppings, ruas movimentadas. Tudo isso é de extrema gravidade e exige cuidadoso planejamento, para que tudo de bom continue a acontecer, pois criança é como um passarinho: olho pro lado, eles voam. Então, qual a solução para levar uma criança ao shopping, praia, ou lugares delicados e de alto risco? Amigos, tias, tios, avós, vizinhos confiáveis. Sim, Um mutirão em favor de um prazeroso passeio, onde se pode olhar vitrines, sem ter que manter uma corda esticada numa mão, e uma criança infeliz na outra, ou você acha mesmo que uma criança presa a uma coleira, feito cachorro, está feliz nessa situação? Passear no shopping ou na praia levando o filho em uma coleira, feito bicho, pra virar atração, diverte à quem? À criança?
Ora, shopping é bom para passear, visitar lojas, tomar o tempo dos vendedores, gastar, mas não é uma obrigação, ao ponto de arrastar um bebê por uma coleira, para mandá-lo comportar-se com um puxão por uma corda. Não é mesmo, ainda que o brilho das lojas seja mais intenso que o amor e a paciência em acompanhar as lamúrias de um pequenino desagradado com o lugar.

Achou ruim isso que escrevi? Então faça o contrário: Ponha uma coleira em si mesmo (a), e deixe que outra pessoa a carregue de um lado pra outro, como se puxa um burro ou cavalo pela estrada, e quando esta pessoa desejar sentar-se, para um café, que o amarre a um palanque, com uma canequinha de água e uma gamelinha de biscoitos, afinal, quem amarra um filho para passear, não vai se importar de que lhe façam o mesmo.

Se não tem paciência para ter filhos e dar-lhes atenção, como parte do prazer de seu crescimento e educação, que feche as pernas ao fazê-los, ou corra para o ato solitário do prazer, que não engravida ninguém, em lugar de carregá-los como animais, ou trocar o colo a estes, por um cachorro, porque pesa menos e não pede pra comprar nada.
Eu fui muito, muito pobre, mas ganhei muito colo quando era pequeno. E guardei o sabor para dar colo aos meus amadinhos também. E claro, nunca neguei colo pros gatos que tive, mas jamais troquei bicho por gente. Por pior que seja, gente ainda é gente e bicho é bicho.

A civilização cresce como rabo de cavalo, sempre pra baixo. A sociedade se liquefez em egoísmo, e o amor está se esfriando em quase todos.

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quarta-feira, 21 de abril de 2021

De teologia e de saudade



De Teologia e de Saudade

Pacard

Dez mil seitas e duas mil religiões há no mundo, sem que estes números ofereçam alguma precisão.  Há países onde são milhões os seus deuses. Somos bilhões de pessoas, não apenas vivas e contadas pelos modernos censos e avaliados pelas estatísticas, mas todas aquelas bilhões de pessoas que já existiram neste mundo, cheio de religiões, cheio de personagens, cheios de medos, anseios, necessidades, sonhos e sobretudo crenças.

Somos seres distintos dos animais, a quem  Darwin classificou e qualificou de irmãos remotos, ancestrais não evoluídos, o que na concepção judaico-cristã, e por via indireta também, islâmica, torna-se uma blasfêmia, pois implica em duas afirmações antagônicas: Ou o homem, feito à imagem e semelhança de Deus, e nesse caso, advindo de uma ameba evoluída, torna o Seu Criador outra ameba, para  ratificar esta afirmação mosaica, ou então, mata o Criador com um golpe único de uma lâmina mordaz oculta sob o manto da ciência.

Mas não é tão simples assim, pois desta forma estaria matando também a essência destas bilhões de pessoas que um dia nasceram, foram amamentadas e acalentadas, receberam nomes, foram chamados de filhos e amigos, ou mesmo inimigos. Tiveram dores, alegrias, se ajuntaram em duplas e reproduziram outros filhos a quem amamentaram e os viram andar pela primeira vez, os encaminharam para a vida, ensinaram a eles lições e os protegeram o quanto puderam dos perigos que o mundo já oferecia desde então.

Estas mesmas bilhões de pessoas, que ao seu tempo, lugar e modo, se ajuntaram em grupos, bandos, tribos, clãs ou fraternidades, quase sempre o fizeram em solene reverencia a algo em comum, misterioso e invisível: o seu medo. Mais do que a alegria, a esperança, o companheirismo, o medo sempre uniu as pessoas, porque medo só é fracasso, mas medo em conjunto é uma causa. Um partido. Uma religião (Não podemos confundir as religiões que nasceram a partir do medo da morte e desgraças, cujos destinos eram confiados à sapiência dos feiticeiros e sacerdotes, com aquelas criadas a partir da contemplação e busca de respostas para os mistérios da natureza humana).

Temos no entanto duas teologias distintas nesse raciocínio: uma que cria elementos e formula conceitos a partir de sua própria interpretação de fenômenos ligados às forças da Natureza,  a teologia de valores extrínsecos, e outra, que trabalha soluções que mesclam atitudes reais intrínsecas, inerentes ao próprio indivíduo e que dá resposta às suas questões íntimas no tocante à morte, ao sofrimento, e relativas à paz de espírito, essencial a todo ser humano.

São aparentemente apenas formas de cultuar aos deuses, cujos fenômenos da natureza se assemelhavam aos seus medos ou às suas aspirações, transformando “deus” em “Deus”, porquanto passa a ser pessoal essa crença, nascendo sempre de forma pedagógica, seja punitiva ou contemplativa, mas única. Nascem então bilhões de deuses moldados à forma e semelhança do homem, porquanto atribui a si culpa e pequenez diante do incompreensível e incognoscível, mas que vê nestes deuses distantes a resposta para as questões que o caminhar da vida lhe permite formular. Não há respostas, apenas olhares rumo ao infinito em busca de nada, na ânsia que assuma a divindade criada, caráter antropomórfico, para que possa compreendê-lo e criar uma proximidade segura até que a morte os separe.

Já no pensamento judaico cristão, em que o Homem, criado à imagem e semelhança de Deus, nada pode fazer para encontrar esse D-s, não pode mapear nem rastrear Seus caminhos, fica uma possibilidade única de contato com a divindade:  encerrar a busca e deixar-se encontrar por D-s. Não compete ao homem correr, mas parar. Não compete ao indivíduo formular imagens ou essências, moldar o caráter e as características que poderia ter  o seu D-s Criador, mas em simplesmente permitir-se envolver pela bondade desse Criador, que o gera a partir do nada, e que com um sopro o faz andar, pensar, sorrir, chorar, deitar, levantar ou simplesmente existir e ser completo em cada etapa do seu caminho.

Se de um lado, caminhamos pela mão do tempo e da história, e encontramos um universo de bilhões de pessoas que buscaram as mesmas coisas, somos levados a pensar e temer que somos mais uma delas, diante das tantas outras bilhões que estão por vir, e formularem as mesmas perguntas, e desejarem ser únicas, como desejamos, porque de nada vale para cada uma delas, e eu e você, inclusive, que sejamos formiguinhas de contemplação do Todo Poderoso em sua enfadonha tarefa de absolver os inocentes e punir os culpados até que o sol se apague e tudo não tenha passado de uma fração de tempo na eternidade. Ou se de outro lado, sejamos sim, uma das bilhões de pessoas, com nome e sobrenome ( nome de família, o que diz que tivemos uma um dia), e historias a contar, mas alinhados numa caminhada com um Deus amigo, de preocupações reais com as minhas preocupações e suas reais, com empatia e simpatia para com o tropeçar continuo desses pequeninos que titubeiam no caminhar, e que não me faz correr atrás de suas pegadas para que eu O encontre, mas que segue Ele então, nas minhas próprias pegadas, ao mesmo tempo em que prepara veredas que me esperam, e que me sustém nessa jornada, e que me abraça em minhas mágoas, e seca as minhas lágrimas, e que guarda o meu tesouro, que sou eu próprio, para que mesmo em chegando o descanso da morte, possa ser encontrado intacto e perfeito, na manhã da ressurreição e abraçá-lO, conhecê-lO, ouvir a Sua voz e desfrutar as delícias que me prometeu.

Tenho saudade deste D-s e desta Teologia, que me dispõe na segurança de uma esperança que me faz desejar continuar a jornada sem olhar para trás, exceto para que lembre dos feitos de Sua bondade e da beleza de Seu caráter, cuja luz deseja espelhar em mim, pelo modelo que me fez conhecer, O Messias

Tenho saudade desta Teologia que me permite saber que em bilhões, eu sou único, mas que como único, só sou completo se com estes bilhões estiver o meu coração. “Ama ao teu próximo como a ti mesmo” pode ser traduzido também em “ama aos bilhões de filhos de D-s com tal intensidade, para que te sintas amado bilhões de vezes mais pelo teu D-s”. Muda o sentido da expressão. Multiplica em infinitas vezes esse amor, e que minha fé me diz, que é apenas uma centelha, uma infinita quantidade de amostra do amor incontido e incontável que o D-s que caminha por entre bilhões de pessoas, continue firme ao meu lado. 


segunda-feira, 12 de abril de 2021

Entre a tecnologia, e o bem estar




Longe de mim dizer que tecnologia não produz bem estar, pois seria injusto com meu surrado smartphone, meu laptop razoavelmente veloz, e outros aconchegos que agilizam meu trabalho, especialmente no terreno da comunicação. Então, não é por este caminho que seguirei minha leitura de hoje.


Também não posso reclamar das roupas, com design e tecido inteligentes, com elasticidade, que não apertam a virilha, nem causam alergia, mesmo em dias de calor (e aqui faz calor, é verdade). Não vou falar do conforto de um carro que não é preciso tocar uma manivela para dar partida no motor, apensar de que, sim, sou velho, ao ponto de já ter andado em um desse tipo. Mas não é o caso presente. Fila de banco, então, não sinto nenhuma saudade, nem de filas em outros lugares, mas banco, especialmente, não posso reclamar da facilidade do PIX, do TED (especialmente quando vem de lá pra cá os valores), nem da vantagem de pagar um boleto na palma da mão. 



Vou pular pra medicina, que recebe um sujeito se contorcendo, num dia, e enfia o indivíduo em uns monstrengos barulhentos lá, espeta aqui e ali (mais aqui do que ali), tira sangue, bota remédio, e se não for muito feia a encrenca, o camarada sai andando até o carro, que não é de manivela. Então, vamos abençoar todos juntos as boas tecnologias (nem vou começar a falar nas vacinas, aí eu choro de emoção, por acreditar que logo chegará a minha vez), aquelas que facilitam e aceleram nossa vida, num toque de mão e dedo no ponto certo da telinha de vidro fino.

Vamos falar então das consequências do adiantado da vida que acelera o tempo e nos leva à velhice num piscar de olhos. E velhice, que não é mais velhice, mas "Terceira Idade", "Melhor Idade" (melhor pra quem? Pras dores que chegam no pacote? Ora, pipocas! Vamos em frente. Eu ia falar sobre bem estar e viajei na maionese, então retomo.


O que é o "Bem Estar"? Bem estar, segundo minha própria definição é o ambiente associado ao tempo e à condição de sentir-se confortável, diante de algo ou alguém, que naquele instante, proporciona essa sensação de prazer. Então, "Bem Estar" é "Estar Bem!". Simples assim. Vamos então ver o que me deixa bem: O que me deixa bem, e deixo isso bem claro ao repetir, é estar em paz, respirar bom ar, comer boa comida, dormir sono de justo, e deixar que meus olhos vejam o que há de belo, ainda que beleza seja muito pessoal e exclusiva. Assim, devo dizer que em meio à toda essa tecnologia que nos auxilia na praticidade das coisas, existem coisas menos práticas, e que por isso, exigem mais paciência, atenção, cuidado, e dedicação ao cuidar delas: Flores, por exemplo. Ou um belo arranjo decorativo. Ou uma pintura. Ou um desenho. Ou um bom prato, um doce diferente, um licor, um refresco, um blend de ervas para um chá, um biscoito, um assentar-se na varanda para uma boa prosa, sentindo a brisa da tarde desfilando folhas e pétalas que voam, ou ver crianças correndo, felizes, soltas, livres, pulando e subindo nas árvores, comendo frutas, e rolando na lama, apenas pelo prazer de rir, gritar, sentir.

Então tá. Podem me chamar de fresco, mas vou confessar que eu gosto muito de coisas delicadas, sublimes. Gosto de decoração vintage, e sei fazer muito bem. É só me chamarem pra conferir.



Entre a tecnologia e o bem estar, escolho o bem viver. Mas um pouquinho de tecnologia não faz mal nenhum, como o apito da chaleira anunciando a água pronta para o café.
















































































































































































A morte do Teiú e o marasmo da vida

O lagarto Teiú é muito comum pelas matas, e até pelas áreas arborizadas das cidades. Aqui mesmo, onde moro, tem uma pequena reserva de mato,...